Cheia do Rio Uruguai perde força no Alto Curso, mas níveis seguem subindo na Fronteira Oeste
Enquanto o alto curso já registra estabilização e início de vazante em diversos municípios, a onda de cheia segue avançando pelo médio e baixo curso
O Rio Uruguai apresenta comportamento distinto ao longo de sua extensão nesta sexta-feira (24). Enquanto o alto curso já registra estabilização e início de vazante em diversos municípios, a onda de cheia segue avançando pelo médio e baixo curso, onde os níveis continuam em elevação, embora com perda gradual de intensidade em alguns pontos.
No trecho superior, Itapiranga (SC) estabilizou ainda na manhã de quinta-feira (23), registrando 10,70 metros às 10h45, conforme o CPRM, e 10,72 metros às 11h, segundo a Defesa Civil. Em Porto El Soberbio (Argentina), o nível estabilizou às 18h15 de quinta-feira, com 14,45 metros.
Em Porto Mauá (RS), o rio atingiu o pico de 12,81 metros às 3h15 e entrou em vazante. Às 16h30 desta sexta-feira, o nível era de 11,53 metros, baixando à razão de 16 centímetros por hora.
Também já apresentam estabilização Alecrim/Porto Biguá, com 10,60 metros às 6h30, Porto Vera Cruz, com 9,70 metros às 9h25, e Porto Lucena, que estabilizou às 14h45 de quinta-feira com 9,01 metros. Às 15h30 desta sexta-feira, o nível havia recuado para 8,99 metros, mantendo vazante de 1 centímetro por hora.
No trecho entre Porto Xavier e a fronteira oeste, a cheia continua avançando. Em Garruchos, o rio alcançou 12,68 metros às 16h30, subindo 12 centímetros por hora, porém com redução na intensidade da elevação. Em São Borja, o nível chegou a 9,87 metros às 16h45, com alta de 7 centímetros por hora, também demonstrando perda de força.
Mais abaixo, a elevação segue moderada. Itaqui registrou 7,18 metros às 16h15, com aumento de 3 centímetros por hora, mesma tendência observada em Uruguaiana, onde o Rio Uruguai atingiu 6,82 metros às 16h30, também subindo 3 centímetros por hora.
Já os dados do Alto Uruguai permanecem indisponíveis devido à interrupção do sistema de monitoramento. A tendência é de continuidade da vazante no alto curso, enquanto a onda de cheia segue deslocando-se para o oeste e sudoeste do Estado, mantendo a necessidade de monitoramento nas cidades ribeirinhas do médio e baixo Rio Uruguai.